
Benfica admite negociar Anatoliy Trubin após sondagens no mercado de verão, apontando para um encaixe próximo de 40 milhões de euros, com parte do montante a reverter para o Shakhtar Donetsk por cláusula de mais-valias. Titular indiscutível com 146 jogos e autor de um golo decisivo frente ao Real Madrid na Champions, a possível saída do guarda-redes coloca a SAD perante um dilema entre necessidade financeira e risco desportivo.
Benfica aberto a vender Anatoliy Trubin
Benfica recebeu abordagens por Anatoliy Trubin e a SAD admite negociar o guarda-redes nas próximas janelas de transferências. O clube já considera propostas e fixa um valor de referência substancial que transformaria a estrutura financeira do plantel se concretizado.
A negociação ganha complexidade pela cláusula com o Shakhtar Donetsk, que detém direitos sobre futuras mais-valias do jogador contratado em 2023/24.
Valor esperado e cláusulas com o Shakhtar Donetsk
O encaixe apontado pela SAD ronda os 40 milhões de euros. Parte desse montante terá de ser entregue ao Shakhtar Donetsk, que detém uma percentagem sobre eventuais mais-valias desde a venda inicial, efectuada por cerca de 10 milhões de euros.
Isso reduz o valor líquido para o Benfica e condiciona a estratégia negocial: qualquer proposta terá de compensar essa saída financeira e justificar a venda de um titular.
Desempenho e importância de Trubin para a equipa
Trubin tornou-se titular incontestável desde a sua chegada, com 146 jogos pelo Benfica — 145 dos quais a titular. Vive um pico de forma, confirmado pelo golo de cabeça nos instantes finais contra o Real Madrid, que garantiu o apuramento para o play-off de acesso aos oitavos da UEFA Champions League.
Além das estatísticas, o guarda-redes oferece liderança e segurança defensiva. Perder um jogador com essa influência durante o verão implicaria uma alteração futebolística significativa.
O que isto significa para o Benfica
Financeiramente, um encaixe desta ordem permite reforços e alívio nas contas, atendendo às exigências do mercado e às ambições europeias. Desportivamente, a saída exigiria uma reposição imediata de qualidade, seja via mercado, seja pela aposta em alternativas internas.
Na perspetiva do clube, trata-se de um clássico trade-off: maximizar receitas sem hipotecar a competitividade a curto prazo. A decisão reflectirá a prioridade da direção entre sustentabilidade financeira e estabilidade desportiva.
Próximos passos e possíveis cenários
As negociações deverão intensificar-se ao longo do mercado de verão. O Benfica avaliará propostas concretas, pesará o impacto desportivo e negociará com o Shakhtar os termos financeiros. Para os adeptos, o sinal é claro: a janela será decisiva para definir o plantel e a ambição da próxima época.
Análise: vender Trubin faria sentido se o valor compensar a perda imediata de qualidade; caso contrário, manter o guarda-redes é a opção mais prudente para não comprometer a presença europeia do clube.
A Bola



