
Ángel Di María voltou a sofrer uma lesão no adutor direito e vai falhar, pelo menos, o jogo do Rosario Central frente ao Atlético Tucumán a 5 de abril; a sua presença na estreia da Libertadores contra o Independiente del Valle (9 de abril) está em dúvida. A recaída preocupa a equipa e obriga Jorge Almirón a novas soluções táticas.
Di María de fora contra Atlético Tucumán; dúvida para a Libertadores
Ángel Di María sofreu uma nova recaída no adutor direito e está confirmado como ausente no encontro de 5 de abril frente ao Atlético Tucumán, da 13.ª jornada do campeonato argentino. A sua participação no duelo de estreia da Copa Libertadores, contra o Independiente del Valle a 9 de abril, permanece incerta.
O problema físico e o impacto imediato
A lesão regressiva no adutor já condicionou o rendimento de Di María nas últimas semanas. Foi substituído no jogo frente ao Newell's e esteve ausente em dois dos últimos quatro jogos. A repetição da lesão cria um problema de gestão de carga e continuidade num jogador central para as dinâmicas ofensivas do Rosario Central.
Como Jorge Almirón tem ajustado a equipa
Com a ausência do argentino, Almirón testou várias alternativas: entrada de Jaminton Campaz quando Di María saiu frente ao Newell's; mudança tática para um 3-4-3 sem um médio organizador fixo; e no jogo em Mendoza, regressou à defesa a quatro, com Enzo Giménez a ocupar uma posição mais avançada e Pol Fernández a tentar assumir a faixa esquerda. Essas soluções mostram flexibilidade, mas também evidenciam a falta de um substituto natural para a capacidade de criação e desequilíbrio que Di María oferece.
O que isto significa para Rosario Central
Di María não é apenas uma peça técnica; é um influenciador do ritmo ofensivo e das transições. A sua ausência priva a equipa de um criador com experiência e de golos decisivos em momentos chave, factores críticos no sprint entre o Torneio Apertura e o arranque da Libertadores. A curto prazo, o clube pode manter competitividade, mas a consistência do rendimento ofensivo tende a cair sem o seu futebol de alto nível.
Implicações tácticas e opções do plantel
As opções passam por reconfigurar o sistema — mais largura com extremos puros, ou maior rotatividade entre médios ofensivos como Julián Fernández e Campaz. Pol Fernández tem sido utilizado para aproximar o jogo, mas não substitui o drible e a visão de jogo de Di María. A gestão cuidadosa do plantel será determinante para evitar nova sobrecarga e novas lesões em jogadores chave.
Próximos passos e o calendário
Rosario Central enfrenta o Atlético Tucumán a 5 de abril e depois recebe o Independiente del Valle pela Libertadores a 9 de abril. A evolução clínica de Di María nos próximos dias definirá se voltará a ser opção para o jogo continental. O clube precisa equilibrar ambição em todas as frentes com prudência médica para não comprometer o pico físico do jogador e o resto da temporada.
Conclusão — risco versus necessidade
A nova paragem de Di María é um teste à profundidade e à capacidade de adaptação de Almirón. Se o Rosario Central quer competir a dois níveis, terá de encontrar estabilidade sem depender exclusivamente de um jogador cuja disponibilidade já se provou intermitente. A forma como o treinador gerirá rotinas, minutos e alternativas ofensivas pode marcar a diferença entre um percurso sólido ou uma queda de rendimento nas fases decisivas.
A Bola



