
Óscar Cardozo anunciou esta madrugada a sua retirada do futebol profissional, encerrando uma carreira que teve o seu auge no Benfica (171 golos em 293 jogos) e uma longevidade notável no Libertad até aos 42 anos. O avançado paraguaio, com 58 internacionalizações, deixa uma marca de eficiência goleadora, títulos nacionais e uma relação sentimental clara com as águias.
Retirada de Óscar Cardozo: fim de uma era
Óscar Cardozo confirmou via vídeo nas redes sociais que se vai retirar. A notícia põe ponto final a uma carreira extensa e produtiva, marcada por golos, títulos e presença constante em clubes de topo na Europa e na América do Sul.
Os números essenciais
Cardozo soma 171 golos em 293 jogos pelo Benfica, tornando-se o melhor marcador estrangeiro da história do clube. Ao serviço do Paraguai registou 58 internacionalizações e 12 golos, incluindo presença em todos os cinco jogos do Mundial de 2010 até aos quartos de final.
O legado no Benfica
No Benfica, Cardozo deixou uma pegada indelevel: sete temporadas, dois campeonatos, uma Taça de Portugal e quatro Taças da Liga. A frase “No Benfica senti-me em casa desde o primeiro dia” traduz a ligação emocional que teve com a instituição. Em campo era uma referência ofensiva — finalizador clínico, forte no jogo aéreo e capaz de marcar nos momentos decisivos.
Trajectória após as águias
Depois de sair do Benfica em 2014 rumou ao Trabzonspor, onde esteve duas épocas e voltou a ser lembrado com carinho pelos adeptos, tendo sido homenageado em fevereiro deste ano. Seguiu-se uma passagem pelo Olympiakos, com um título grego conquistado, antes de regressar à América do Sul em 2017 para representar o Libertad, clube onde escreveu o último capítulo da carreira.
Longevidade e despedida no Libertad
Cardozo jogou até aos 42 anos, mantendo regularidade goleadora até ao final. Saiu do Libertad no final do ano passado, após disputar o último jogo da sua carreira, e faz a transição para a reforma tendo preservado um estatuto de jogador influente e respeitado.
Impacto internacional: Mundial 2010
A participação no Mundial de 2010 é um dos pontos altos da carreira internacional de Cardozo. Foi opção em todos os jogos do Paraguai até à eliminatória frente à eventual campeã Espanha, experiência que cimentou o seu estatuto entre os melhores avançados paraguaios da sua geração.
O que significa esta retirada
A saída de Cardozo deixa um legado duplo: estatísticas impressionantes e memória afetiva, sobretudo em Lisboa. Para o futebol paraguaio e para os adeptos do Benfica é uma perda simbólica — um goleador que combinou eficácia com longevidade. Em termos práticos, coloca um ponto final numa carreira que serve de referência para avançados que queiram conjugar técnica, superioridade aérea e resistência física ao longo dos anos.
Possíveis caminhos após a carreira
Embora não haja anúncios sobre planos futuros, é comum que jogadores com a sua trajectória encontrem espaço em funções técnicas, formativas ou institucionais. Seja qual for a opção, Cardozo entra na fase pós-jogador com um currículo que o credencia para múltiplos papéis no futebol.
Conclusão
A despedida de Óscar Cardozo é a de um goleador consistente e sentimentalmente ligado aos clubes por onde passou. Mais do que números, fica a imagem de um avançado que marcou épocas e deixou memórias — especialmente no Benfica — e que se retira com a autoridade de quem cumpriu uma carreira de topo.
A Bola



