
Portugal venceu a Espanha por 5-4 em Montreux, assegurou o primeiro lugar do Grupo B na Taça do Mundo de hóquei em patins e vai defrontar a Argentina nas meias-finais; triunfo construído numa segunda parte de reação, com Gonçalo Alves decisivo e uma exibição que coloca a equipa de Reinaldo Ventura como favorita tática nas eliminatórias.
Portugal confirma superioridade e fecha o Grupo B com vitória sobre a Espanha
Portugal bateu a Espanha por 5-4 em Montreux, no jogo que fechou a fase de grupos da Taça do Mundo de hóquei em patins. O resultado coloca os lusos no topo do Grupo B, três pontos à frente de La Roja, e marca um duelo nas meias-finais contra a Argentina. A Espanha segue para as meias frente à Itália.
Como se desenrolou o jogo
Primeira parte equilibrada e vantagem espanhola
Carlos Ramos adiantou Portugal aos 13 minutos, mas a Espanha respondeu rapidamente. Pol Manrubia igualou aos 17', servido por Iván Morales, e Nil Roca virou o marcador aos 20' em power play. Ao intervalo, a balança parecia pender para a equipa de Pere Varias.
Segunda parte de reacção portuguesa
Na segunda parte, Hélder Nunes restabeleceu o empate e marcou novamente para colocar Portugal na dianteira. Zé Miranda teve influência directa na manobra que culminou num dos golos de Nunes. João Rodrigues assistiu Gonçalo Alves para o golo que ampliou para 4-2 — o terceiro de Alves no torneio até então. Gonçalo ainda falhou um penálti, mas voltou a bisar nos instantes finais. Martí Casas e Guillem Jansà reduziram para a Espanha, J ansà a partir da marca do castigo máximo, mas não foi suficiente para evitar a derrota.
Quem se destacou
Hélder Nunes foi o motor da recuperação, combinando capacidade de finalização com pressão alta. Gonçalo Alves confirmou o instinto goleador, foi decisivo e impôs-se nos momentos cruciais. Do lado espanhol, Pol Manrubia e Nil Roca deram resposta rápida e testaram a defesa lusa; Martí Casas apareceu quando a equipa mais precisava de reduzir diferenças.
Análise táctica: o que funcionou a Portugal
Portugal mostrou maior organização defensiva após o intervalo e melhor gestão dos tempos de posse nas transições. A capacidade de converter contra-ataques e aproveitar assistências interiores (Zé Miranda, João Rodrigues) foi determinante. A equipa de Reinaldo Ventura mostrou também resiliência psicológica, virando um jogo contra uma Espanha tradicionalmente forte em Montreux.
Limitações e pontos a ajustar
A defesa sofreu em fases de power play contrária e concedeu golos em situações de superioridade numérica. O penálti falhado por Gonçalo Alves é um lembrete da importância de fechar a eficácia nas bolas paradas — um detalhe que pode pesar nas meias-finais contra uma Argentina fisicamente competitiva.
O que isto significa e o que esperar a seguir
Avançar como primeiro do grupo dá a Portugal vantagem psicológica e credibilidade táctica antes das meias-finais. O confronto com a Argentina promete ser exigente: os sul-americanos têm mobilidade e organização defensiva que testarão as transições lusas. Se Portugal mantiver a mesma intensidade e corrigir a gestão das superioridades numéricas, chega às finais como candidato sólido.
Contexto competitivo
A vitória em Montreux reforça a tradição portuguesa no hóquei em patins e serve como medição realista da forma antes das fases decisivas. Espanha, apesar da derrota, segue competitiva e terá oportunidade de readquirir confiança frente à Itália nas meias-finais. Para os observadores, o jogo deixa sinais claros sobre quem tem soluções práticas para jogos de alto ritmo e pressão.
A Bola



