
Tunísia demite Sabri Lamouchi após a goleada por 5 a 1 para a Suécia e anuncia Hervé Renard como treinador interino até o fim da campanha na Copa do Mundo; Renard chega a Monterrey para preparar os duelos contra Japão e Holanda, enquanto a Federação abre negociações para avaliar uma parceria de longo prazo após o torneio.
Renard assume Tunísia após demissão de Lamouchi na esteira da derrota para a Suécia
Sabri Lamouchi foi despedido depois da pesada derrota por 5 a 1 diante da Suécia em Monterrey, tornando-se o primeiro técnico demitido na competição. A Federação Tunisiana de Futebol (FTF) contratou Hervé Renard para comandar a seleção até o fim da participação na Copa do Mundo.
Agenda imediata: Japão e Holanda
Renard chega com pouco tempo para trabalhar: a Tunísia encara o Japão no sábado, dia 20, e a Holanda no dia 25 de junho. O objetivo prático é estabilizar a equipe, corrigir sinais de desorganização defensiva e recuperar confiança em campo.
Contexto esportivo: resultados preocupantes antes do Mundial
A passagem de Lamouchi deixou um histórico frágil: apenas uma vitória em cinco partidas, com derrotas para Áustria e goleada por 5 a 0 contra a Bélgica nos amistosos de preparação. O desempenho no Grupo diminuiu a margem de erro e catalisou a mudança de comando.
Por que Renard foi a escolha lógica
Hervé Renard traz experiência imediata em torneios e vitórias em cenários de pressão. Bicampeão da Copa Africana de Nações, comandou a Arábia Saudita na Copa do Mundo de 2022 — incluindo a vitória memorável sobre a Argentina — e liderou a seleção feminina da França em competições recentes. Seu currículo combina conhecimento tático, gestão de grupos multiculturais e histórico de resultados em curto prazo.

O que a troca significa para a Tunísia
A mudança deixa claro que a FTF prioriza impacto imediato em vez de continuidade contratual: Lamouchi tinha vínculo até 2028. A entrada de Renard é um sinal de ambição e de que a federação busca minimizar o dano na campanha mundialista.
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Desafios práticos e oportunidades
Tempo de preparação reduzido, adaptação tática e coesão do elenco são riscos óbvios. Ao mesmo tempo, Renard oferece um impulso psicológico e credibilidade internacional que podem traduzir-se em organização defensiva mais sólida e decisões de escalação mais assertivas. Se maximizar ganhos rápidos, a Tunísia pode lutar por pontos que transformem a leitura do grupo.
O futuro além do Mundial
O acordo prevê negociações pós-Copa para avaliar um projeto de longo prazo, o que transforma Renard numa espécie de auditor em tempo real do potencial do elenco. Um bom desempenho ante Japão e Holanda pode abrir a porta para continuidade; fracassos manterão a federação pressionada a reconstruir.
Conclusão — medida de curto prazo com importância estratégica
A contratação de Renard é pragmática e de risco calculado: fortalece a Tunísia com um técnico acostumado a resultados em torneios, mas não elimina desafios estruturais que ficaram evidentes nas semanas anteriores ao Mundial. Nos próximos dias ficará claro se a troca foi apenas paliativa ou o primeiro passo para um projeto mais consistente.
Cnn Brasil



