
Com hat‑trick na estreia, Lionel Messi igualou Miroslav Klose como maior artilheiro em Copas (16 gols) e chega embalado para Argentina x Áustria, em Dallas — jogo do Grupo J que pode encaminhar a vaga dos argentinos. A Áustria, vitoriosa na primeira rodada, aposta em organização de Ralf Rangnick para tentar frear a seleção campeã.
Messi em alta: o peso histórico e a vantagem argentina
Messi começou a Copa com três gols contra a Argélia e agora divide o recorde de Miroslav Klose como maior goleador em Mundiais. A forma do camisa 10 é o principal diferencial da Argentina e muda a dinâmica do jogo: além do talento individual, a equipe gira ao redor das ações que o colocam em posição de finalização.
Uma vitória diante da Áustria em Dallas pode praticamente selar a classificação argentina no Grupo J. Para a seleção de Lionel Scaloni, manter a consistência ofensiva e evitar surpresas defensivas é a prioridade.
Contexto do confronto — Grupo J, Copa do Mundo
O jogo acontece segunda‑feira, às 14h (horário de Brasília), em Dallas. Ambas as seleções venceram na estreia: Argentina 3–0 Argélia; Áustria 3–1 Jordânia. Com seis pontos em jogo nesta fase, a partida tem caráter decisivo para o desenho da chave.
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O que está em disputa
Além da liderança do grupo, há margem para gestão de elenco e leitura de risco: a Argentina pode administrar minutos de jogadores-chave; a Áustria busca o resultado que mantenha viva a ambição por classificação antecipada.
Como chega a Argentina
A seleção de Scaloni apresenta um equilíbrio entre estabilidade defensiva e criatividade ofensiva. A dupla de laterais oferece amplitude; o meio-campo de De Paul, Mac Allister e Enzo Fernández combina chegada à frente e proteção à zaga. Messi atua como referência, com Almada oferecendo dinamismo entre linhas e Lautaro como finalizador móvel.
A confiança vinda do triunfo inicial e o moral elevado de Messi são fatores que pressionam o adversário a jogar sem espaços.

Como chega a Áustria
Sob o comando de Ralf Rangnick, a Áustria mostrou intensidade e organização contra a Jordânia. O time aposta em transições rápidas, compactação entre linhas e aproveitamento de bolas paradas. Alaba traz experiência e jogo de saída; Arnautovic é a referência ofensiva mais direta.
A estratégia austríaca provavelmente envolverá neutralizar espaços nas costas da defesa e explorar transições para surpreender a Argentina.
Prováveis escalações
Argentina (técnico: Lionel Scaloni) — Emiliano Martínez; Molina, Cuti Romero, Lisandro Martínez, Nahuel Molina/Medina; De Paul, Mac Allister, Enzo Fernández; Thiago Almada, Lionel Messi, Lautaro Martínez.
Áustria (técnico: Ralf Rangnick) — Schlager; Posch, Danso, Alaba, Mwene; Laimer, Seiwald; Wimmer, Sabitzer, Schmid; Arnautovic.
Pontos táticos a observar
Pressão sobre Messi: a Áustria precisará decidir se marca individualmente ou fecha linhas para cortar sua influência entre as áreas. Cada opção traz riscos: marcação direta abre espaços para combinações com Almada e Lautaro; linhas fechadas geralmente concedem mais posse à Argentina.
Explorar as laterais: a propensão dos argentinos a buscar amplitude pode criar duelos interessantes entre os laterais e os pontas austríacos. Transições rápidas e bolas paradas devem ser arma dos visitantes.
Gestão de recursos: com calendário apertado, a leitura de Scaloni sobre minutos de jogadores-chave pode definir o desgaste físico até as fases finais.
Árbitros e transmissão
Árbitro: Amin Mohamed Omar (EGI). Assistentes: Mahmoud Abu al‑Raghal (EGI) e Ahmed Hossam Taha (EGI). Quarto árbitro: Alejandro Hernández (ESP). VAR: Khamis Al‑Marri (CAT).
Transmissão: TV Globo, SBT, SporTV, NSports, ge tv e Cazé TV. Local: Dallas, Estados Unidos. Competição: Copa do Mundo — Grupo J. Data e horário: segunda‑feira (22), às 14h (horário de Brasília).
O que pode mudar a chave do jogo
Se Messi mantiver o nível e a Argentina controlar a posse sem se expor, a vaga poderá ficar praticamente assegurada. Caso a Áustria consiga neutralizar as linhas de passe e transformar recuperação em ataque rápido, o equilíbrio pode pender para um confronto mais aberto. Em termos práticos, este é um teste de maturidade para os dois treinadores: Scaloni para gerir favoritismo; Rangnick para transformar organização tática em resultado.
Diário Do Pará



