
Palmeiras recebe o Cerro Porteño no Nubank Parque nesta quarta-feira pelas oitavas de final da CONMEBOL Libertadores precisando transformar posse em eficiência. Após derrota recente para os paraguaios e atuações mornas em casa no Brasileirão, o time de Abel Ferreira busca recuperar criatividade e contundência para evitar novo sufoco e dar passo decisivo rumo às quartas.
Palmeiras encara Cerro Porteño no Nubank Parque pelas oitavas da Libertadores
Palmeiras e Cerro Porteño se enfrentam nesta quarta-feira (12), às 19h (de Brasília), no Nubank Parque, pela primeira partida das oitavas de final da CONMEBOL Libertadores. O confronto traz tensão extra: na fase de grupos, o Verdão foi surpreendido e perdeu por 1 a 0 para o rival paraguaio em São Paulo, apesar de amplo domínio territorial.
Posse sem gol: o problema que persegue o Verdão
O maior diagnóstico do período recente é claro: muita posse, poucas soluções. No revés contra o Cerro Portenho e nos jogos do Brasileirão como derrota para o Atlético-MG (2 a 1) e empate sem gols com o Internacional, o Palmeiras controlou a bola mas pecou na última bola e nas ações individuais para furar bloqueios compactos.
Por que isso importa
Em mata-mata da Libertadores a eficiência vale mais que estatística. Controlar a posse e criar chances não basta se o time não converte. Contra adversários que "estacionam o ônibus", a incapacidade de gerar desequilíbrio individual ou variação tática transforma a partida em um teste de paciência — e, muitas vezes, de frustração para a torcida.
O comando de Abel Ferreira: diagnóstico e exigência
Abel Ferreira tem sido direto sobre a necessidade de criatividade e finalização. O técnico apontou que os gols sofridos foram evitáveis e que a equipe precisa de mais ações individuais para desmanchar blocos adversários. A cobrança é dupla: o treinador deve ajustar mecanismos ofensivos e os jogadores precisam responder com mais assertividade dentro da área.

O que ajustar em campo
Taticamente, Palmeiras provavelmente insistirá em domínio pelo meio, variações de ritmo e busca por infiltrações de laterais e meio-campistas criativos. O desafio é transformar posse em chances claras e não se expor demais nas transições. Contra um Cerro Porteño bem postado, a combinação entre movimentação sem bola e finalizadores clínicos é essencial.
Cenário da eliminatória e caminho às quartas
O resultado no Nubank Parque terá peso psicológico para o duelo de volta, marcado para 19 de agosto, às 19h, na La Nueva Olla, em Assunção. Uma vitória convincente em casa dá ao Palmeiras margem para administrar a partida no Paraguai; um empate magro ou derrota torna a viagem bem mais perigosa.
O que significa avançar — e sofrer
Passar às quartas confirmaria o Palmeiras como candidato sério ao título continental, mantendo a tradição do clube em fases finais. Mas se o time continuar esbarrando em bloqueios, mesmo com posse elevada, fica mais vulnerável a eliminações apertadas, especialmente contra adversários mais compactos e eficientes nas oportunidades que criam.
Conclusão: expectativa e alerta
O jogo é um termômetro imediato: comprovar evolução ofensiva mostraria que Abel e elenco aprenderam com os tropeços recentes; repetir a previsível frustração em casa evidenciaria um problema mais estrutural de criação e finalização. Para o torcedor, a cobrança é simples — mais objetividade e menos posse estéril. Para o Palmeiras, a hora é de mostrar que o time não apenas domina a bola, mas também vence quando importa.
Espn



