
Em Los Angeles, o árbitro holandês Danny Makkelie aplicou pela primeira vez na Copa do Mundo o novo protocolo do IFAB: o VAR reverteu um cartão amarelo dado a Tim Ream e puniu Miguel Almirón por simulação aos sete minutos do segundo tempo, marcando o primeiro caso oficial de erro de identificação no Mundial e ampliando o atuação do árbitro de vídeo.
VAR reverte cartão e marca novo precedente na Copa do Mundo
Na vitória dos Estados Unidos sobre o Paraguai por 4 a 1, o árbitro Danny Makkelie consultou o VAR e retirou o cartão amarelo aplicado a Tim Ream, passando a advertência a Miguel Almirón por simulação. O lance ocorreu aos sete minutos do segundo tempo e entrou para os registros como o primeiro caso de “erro de identificação” efetivado com o novo protocolo do IFAB no Mundial.
Como o protocolo do IFAB foi aplicado
O IFAB ampliou o alcance do VAR para permitir correções quando há identificação equivocada do jogador punido com cartão amarelo ou vermelho. Em situações assim, o árbitro de vídeo pode intervir para trocar a advertência pelo jogador correto. O novo procedimento também permite revisão mesmo após o reinício da partida, anulando uma trava temporal que limitava o uso do VAR em determinados cenários.
Implicações imediatas para árbitros e equipes
A intervenção de Makkelie mostra que a hierarquia entre árbitro de campo e VAR está mais clara: a tecnologia tem autorização explícita para corrigir erros administrativos que afetam disciplina e estatística. Para os jogadores, significa maior risco de punição retroativa em casos de simulação; para as equipes, maior segurança de que decisões de cartão podem ser retificadas. Para os árbitros, aumenta a responsabilidade de comunicação e precisão na identificação dos envolvidos.
O que isso significa para o torneio e para o futebol
A ampliação do papel do VAR tende a melhorar a justiça nas partidas, mas também acende debates sobre o ritmo do jogo e a autoridade do árbitro em campo. Correções como esta reduzem injustiças individuais e podem alterar registros disciplinares e suspensões futuras — questões com impacto direto em escalações e estratégias. Ao mesmo tempo, a aplicação exige transparência para que torcedores e clubes compreendam decisões que, antes, pareciam definitivas.
Próximos passos e atenção necessária
Espera-se que a IFAB e os responsáveis pela arbitragem monitorem o desdobramento destes protocolos e afinem orientações para minimizar dúvidas e atrasos. Árbitros precisarão de treinamento prático para aplicar as regras com consistência; clubes e treinadores devem ajustar comportamento e instrução de jogadores quanto a simulações. O precedente aberto por Makkelie já é um sinal de que o VAR continuará a redefinir limites entre tecnologia e decisão humana na Copa do Mundo.
Estadao Br



