
Messi foi decisivo na estreia da Argentina na Copa do Mundo, marcando os três gols na vitória por 3 a 0 sobre a Argélia em Kansas City — mas a partida ficou marcada por controvérsia: aos 30 minutos o craque pisou o zagueiro Mandi, recebeu apenas falta e o VAR não chamou o árbitro para revisar, provocando protestos da seleção argelina.
Messi decide, Argentina vence e deixa perguntas sobre arbitragem
Lionel Messi comandou a estreia da Argentina na Copa do Mundo com um hat-trick que garantiu o triunfo por 3 a 0 sobre a Argélia em Kansas City. A exibição foi dominante do ponto de vista ofensivo: a Argentina criou chances e Messi foi responsável pela maior parte da ameaça, convertendo as oportunidades que teve.
Estatísticas do jogo e impacto
A Argentina somou dez finalizações, sete delas de Messi, evidenciando a dependência do time em torno do seu melhor jogador. O resultado instala confiança para o próximo compromisso, mas também expõe uma seleção que, embora brilhante na frente, muitas vezes canaliza o jogo para um único jogador.
O lance que incendiou a partida: pisão em Mandi sem revisão
Aos 30 minutos do primeiro tempo, Messi pisou o zagueiro argelino Mandi. O árbitro polonês Szymon Marciniak marcou falta, mas não aplicou cartão. O VAR não pediu intervenção para revisar o lance, gerando forte protesto da delegação argelina no estádio.
Por que a não intervenção do VAR importa
A ausência de revisão em um lance que muitos consideraram passível de cartão vermelho reacende o debate sobre consistência na aplicação do VAR em ações com potencial lesivo. Para a credibilidade da competição, decisões desses episódios precisam de critérios claros; a percepção de inconsistência alimenta insatisfação entre equipes e torcedores.

Reação da Argélia e avaliação técnica
O técnico da Argélia, Vladimir Petković, defendeu que a entrada poderia justificar expulsão, mas reconheceu a superioridade individual de Messi: destacou a classe e a capacidade do craque em decidir momentos cruciais. Do lado argelino, a leitura é pragmática — marcou-se bem em blocos, mas faltou conter as ações individuais do adversário.
O que a Argentina mostrou
A vitória confirma que a Argentina chega ao torneio com um foco claro: maximizar as qualidades de Messi. A seleção combina experiências de longo prazo e entendimento tático em torno do capitão, que ainda é a principal fonte de criação e finalização. Para adversários futuros, neutralizar Messi continua sendo prioridade, mas não é tarefa simples.
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Próximos compromissos
A Argentina volta a campo na segunda-feira contra a Áustria, num teste para ver se o time mantém o nível sem depender exclusivamente de lampejos individuais. A Argélia enfrenta a Jordânia na próxima terça, buscando responder à derrota e ajustar a solidez defensiva diante de adversários de maior nota individual.
Conclusão — resultado e repercussão
O 3 a 0 confirma a capacidade de decisão de Messi e a força ofensiva da Argentina, mas o episódio com Mandi deixa uma marca: vitórias convincentes podem conviver com controvérsias arbitrárias que exigem explicações técnicas. Em torneios deste nível, ambos os elementos — rendimento em campo e clareza nas decisões de arbitragem — moldam o caminho das seleções.
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