
Corinthians demitiu Dorival Júnior após a derrota para o Internacional, encerrando uma sequência de nove jogos sem vitória. Apesar dos títulos recentes — Copa do Brasil 2025 e Supercopa — a direção optou pela troca imediata; o técnico do sub-20, William Batista, assume interinamente às vésperas da estreia na Copa Libertadores contra o Platense e do Derby contra o Palmeiras.
Demissão de Dorival Júnior
O Corinthians anunciou a saída de Dorival Júnior após mais um resultado ruim na Neo Química Arena. A decisão encerra um ciclo que, mesmo premiado por conquistas recentes, foi marcado nas últimas semanas por queda de rendimento e ausência de vitórias em nove partidas.
Contexto do desligamento
A gestão valorizou os títulos — a Copa do Brasil de 2025 e a Supercopa do início de 2026 —, mas considerou insustentável a combinação de atuações fracas e resultados negativos. A sequência recente expôs problemas táticos e de dinâmica de equipe que a diretoria julgou difíceis de corrigir no curto prazo.

Desempenho em campo
O jogo contra o Internacional revelou um time apático, com lacunas defensivas e pouca criatividade ofensiva. A falta de consistência técnica e emocional nas partidas em casa acentuou a pressão sobre a comissão técnica e acelerou a decisão da diretoria.
Reação da torcida
Torcedores expressaram insatisfação dentro e fora da arena, pressionando pela mudança. A hostilidade dos mais de 34 mil presentes ao estádio refletiu uma impaciência crescente, tornando a permanência de Dorival politicamente e esportivamente insustentável.
Comando interino: William Batista
Até a contratação de um novo treinador, o Corinthians informou que William Batista, técnico do sub-20, assume interinamente e comandará o treino no CT Joaquim Grava. A promoção interna é uma solução imediata para garantir continuidade nos trabalhos e preservar a rotina antes de compromissos decisivos.
Calendário imediato e desafios
O timing da troca é arriscado. Na quinta-feira (9), o Corinthians estreia na Copa Libertadores contra o Platense, na Argentina, às 21h, e no domingo enfrenta o Palmeiras, às 20h30, no Derby Paulista, na Neo Química Arena. A falta de transição planejada pode pesar em confrontos de alta pressão.
Executivo do Corinthians explica motivos para demissão de Dorival Júnior
Análise: por que a mudança faz sentido — e por que é perigosa
A demissão era previsível diante da combinação de queda de desempenho e desgaste com a torcida. A diretoria optou por priorizar resposta imediata à crise para evitar contaminação em competições-chave. No entanto, trocar de técnico às vésperas da Libertadores e do clássico é uma jogada de alto risco: pode reativar o time com novo fôlego ou aprofundar a instabilidade.
William Batista traz conhecimento do clube e pode injetar energia, mas falta-lhe experiência em confrontos de elite. A próxima comissão técnica permanente precisará equilibrar urgência tática e gestão emocional do grupo, além de ajustar a leitura de jogo para melhorar criatividade ofensiva e solidez defensiva.
O que vem a seguir
A diretoria terá de decidir rapidamente o perfil buscado — um treinador de mercado com bagagem continental ou uma continuidade interna que cultive a base. Independentemente da escolha, a prioridade imediata é recuperar padrão competitivo para a estreia na Libertadores e ganhar o Derby, partidas que definirão o tom da temporada pós-Dorival.
Ig



