Murilo fez o que não devia. Tocou duas vezes na bola e penálti não contou

Murilo fez o que não devia. Tocou duas vezes na bola e penálti não contou

Murilo fez o que não devia. Tocou duas vezes na bola e penálti não contou

O Tondela–Gil Vicente que fechou a 29.ª jornada da I Liga ficou dominado pela aplicação de uma mudança da IFAB: um penálti convertido por Murilo foi anulado por toque duplo após intervenção do VAR e repetido — o extremo brasileiro marcou novamente na segunda cobrança.

Resumo do lance decisivo

O encontro começou com o golo inaugural dos beirões. Aos 26 minutos, o Gil Vicente foi beneficiado com um penálti convertido por Murilo. Miguel Fonseca, após consultar o VAR João Bento, mandou repetir a cobrança por toque duplo do avançado. Como a repetição foi determinada mesmo sem intenção deliberada, Murilo converteu novamente e confirmou o empate para os gilistas.

O que mudou na interpretação da IFAB

A IFAB alterou a regra em julho de 2025, na sequência da polémica gerada por uma cobrança de Julián Álvarez na Champions League. A nova interpretação reforça que um segundo toque na bola após a execução do penálti constitui irregularidade passível de anulação da primeira execução, independentemente da intenção. Hoje, essa norma saiu do papel e foi aplicada em tempo real na I Liga.

Por que isto importa

A aplicação imediata desta interpretação torna a execução técnica dos penáltis mais exigente e reforça o papel do VAR como garante de correção normativa. Jogadores que confiam em pequenas manias de execução terão de rever movimentos; treinadores devem ajustar a formação específica para penas máximas.

O papel do árbitro e do VAR

Miguel Fonseca tomou a decisão em campo com base na indicação do VAR João Bento. O episódio sublinha como a colaboração entre árbitro e VAR é, hoje, determinante para o desenlace dos lances de grande impacto. A intervenção foi discreta e conforme o protocolo: revisão, comunicação e correção sem grandes delays.

Análise táctica e humana

Do ponto de vista táctico, o retrocesso de um golo anulado e repetido quebra ritmos, influencia confiança e pode condicionar substituições. Do lado humano, Murilo mostrou tranquilidade ao converter a segunda tentativa — traço de experiência que acaba por compensar a confusão inicial gerada pela intervenção disciplinar.

Implicações para o resto da temporada

A aplicação prática desta regra na I Liga terá efeitos imediatos: melhor preparação técnica para lances de penalti, mais atenção ao detalhe por parte dos árbitros e um potencial aumento de intervenções do VAR em episódios semelhantes. Para Gil Vicente e Tondela, tratar-se-á de um episódio que pode pesar na luta por objetivos, dependendo do resultado final deste encontro e do efeito psicológico nas equipas.

O que esperar a seguir

É provável que treinadores foquem sessões específicas em cobranças de penálti e que a Federação intensifique briefings com árbitros sobre a interpretação. Para os jogadores, a lição é clara: dominar a técnica é agora tão importante quanto a frieza perante a baliza.

O Gil Vicente chegou ao empate em Tondela, no fecho da ronda 29 da I Liga, na conversão de uma grande penalidade. O primeiro castigo máximo de Murilo não contou, mas à segunda já valeu.

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