
Real Madrid venceu o Deportivo La Coruña por 1–0 e faturou o Troféu Teresa Herrera, com gol de Brahim Díaz e contribuição decisiva de Andriy Lunin. A dupla Vini Jr–Endrick foi titular pela primeira vez na pré-temporada, mas ofereceu pouco perigo, levantando questões sobre ritmo ofensivo e entrosamento na nova etapa comandada por José Mourinho.
Real Madrid conquista Troféu Teresa Herrera sem convencer
O placar final de 1–0 traduz um teste bem-sucedido no resultado, mas não na fluidez. Brahim Díaz decidiu nos minutos finais do primeiro tempo, aproveitando bom lançamento de Andriy Lunin. O jogo, disputado no estádio Riazor, teve ritmo baixo e poucas chances claras para o time merengue.
Primeiro tempo: pragmatismo e falta de criatividade
Real Madrid dominou posse em momentos, mas foi burocrático na construção. Vini Jr e Endrick, titulares juntos na pré-temporada, não conseguiram impor ritmo ofensivo nem criar desequilíbrios significativos. A equipe finalizou pouco e só achou o gol no fim da etapa inicial.
Decisão e influência de Lunin
Brahim Díaz foi o protagonista com o gol, mas é justo destacar a contribuição de Andriy Lunin: saída limpa do gol e passe longo que originou a jogada decisiva. A segurança do goleiro e sua capacidade de iniciar transições foram pontos positivos num coletivo pouco inspirado.
Substituições e gestão de Mourinho
No segundo tempo José Mourinho promoveu ampla rotação, poupando peças e testando alternativas. Carlos Espiñeira (Carlos Espi?) marcou inicialmente, mas teve o gol anulado por impedimento — evidência de que as mudanças trouxeram mais intensidade, porém sem eficácia suficiente. Vini Jr saiu por volta dos 70 minutos, correspondendo ao plano de minutos controlados na pré-temporada.

Análise tática: sinal de alerta para a criação
Real apresentou organização defensiva aceitável, mas escassez de ideias na última linha de passe. A presença simultânea de Vini Jr e Endrick promete velocidade e explosão, mas até aqui falta entendimento entre eles e com o meio-campo. Mourinho parece priorizar segurança e manejo de minutos, ao custo de testar combinações ofensivas mais arriscadas.
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Vitória em torneio tradicional traz confiança, mas a exibição revela áreas a ajustar: variação de jogo, finalização e ligações entre setores. Se Mourinho quiser um ataque mais fluido, a equipe precisará de treinos específicos de movimentação e alternativas criativas em jogo aberto. Por outro lado, a solidez defensiva e a atuação de Lunin são sinais de base sólida.
Desempenhos individuais
Andriy Lunin: seguro, determinante na assistência e confiável nas defesas. Brahim Díaz: oportunista — aproveitou chance e reforça seu papel de opção ofensiva. Vini Jr: discreto, vaiado pela torcida adversária; minutos controlados na pré-temporada. Endrick: início tímido ao lado de Vini; precisa ganhar química ofensiva.
Conclusão e próximos passos
O Troféu Teresa Herrera serviu como termômetro: o Real Madrid soma vitória e confiança, mas demonstra reservas criativas que exigirão atenção na preparação final para a temporada. Mourinho tem material; resta ajustar rotinas ofensivas e testar combinações que permitam extrair o máximo de Vini Jr, Endrick e das opções de segunda linha como Brahim Díaz.
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