
Bahia venceu o Athletico-PR por 3 a 0 na Arena Fonte Nova, com Everaldo em destaque e dois gols decisivos; a vitória coloca o time de Rogério Ceni provisoriamente no topo da tabela e expõe falhas de criação do Furacão, que teve mais posse, mas pouco perigo real.
Bahia 3–0 Athletico-PR: resumo e impacto
Bahia dominou com eficiência na Arena Fonte Nova e construiu uma vitória convincente sobre o Athletico-PR pela 9ª rodada do Campeonato Brasileiro. Everaldo foi decisivo, anotando dois gols e certificando a superioridade do Esquadrão em espaços curtos. O triunfo leva a equipe de Rogério Ceni provisoriamente ao pelotão de cima, enquanto o Furacão fica em alerta após partida com pouca efetividade ofensiva.
Primeiro tempo: rapidez e objetividade
Aos dois minutos, Jean Lucas infiltrou-se na área e cruzou com precisão para Everaldo abrir o placar. O gol cedo mudou o ritmo do jogo: Athletico passou a controlar a posse, mas sem transformar dominação territorial em chances claras. Aos 26 minutos Mendoza testou a trave em cobrança de falta — a melhor oportunidade rubro-negra na etapa inicial. Bahia, com menos bola, foi mais letal: aos 34 Everaldo girou na área e finalizou rasteiro para o segundo gol.

VAR e polêmica
Próximo ao intervalo, um pênalti inicialmente marcado em favor do Bahia foi anulado após revisão do VAR. A intervenção tecnológica corrigiu a decisão, mas não alterou o panorama: Bahia seguia mais pragmático e organizado defensivamente.
Segundo tempo: controle sem sufoco e o terceiro gol
O Athletico tentou reagir no segundo tempo e criou movimentações com Zapelli, mas faltou profundidade e finalização consistente. Aos 27, Jean Lucas ainda serviu Kike Oliveira, que exigiu grande defesa de Santos — o momento mais perigoso do Furacão. No apagar das luzes, aos 47, Luciano Juba aproveitou desatenção do goleiro adversário para fechar o placar em 3 a 0.
Análise tática: o que funcionou no Bahia e o que faltou ao Athletico
Bahia mostrou clareza no plano de jogo: pressões seletivas, transições rápidas e aproveitamento clínico das oportunidades. Rogério Ceni conseguiu extrair rendimento de Everaldo e de um meio-campo que protegeu bem a defesa. Athletico, apesar de maior posse, sofreu com previsibilidade e pouca eficiência nas zonas finais — posse sem progressão não vira gol. A atuação defensiva do Bahia foi tão determinante quanto a capacidade de finalização.
Significado para a tabela e próximos passos
Com 17 pontos em oito jogos, o Bahia sobe na classificação e ganha moral antes do confronto com o Palmeiras, na próxima rodada, em Salvador. O Athletico, com 16 pontos em nove partidas, precisa ajustar criação ofensiva antes da visita ao Atlético-MG na Arena MRV. Para o Esquadrão, manter essa consistência será chave; para o Furacão, transformar posse em chances reais é prioridade imediata.
O que acompanhar
Fique de olho na condição física de Everaldo e na capacidade do Bahia de manter solidez quando enfrentar adversários com maior intensidade ofensiva. Do lado do Athletico, a evolução de Zapelli e a busca por soluções no último terço definirão se a derrota foi um tropeço pontual ou sintoma de um problema mais estrutural.
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