
Ibañez se colocou à disposição para o amistoso contra a Croácia, reforçando a identidade da Seleção: intensidade, ousadia e alegria. O zagueiro do Al Ahli admite a pressão de vestir a Amarelinha, diz ter experiência como lateral direito e promete uma atuação mais conservadora se for escalado nessa função.
Ibañez se coloca à disposição para o amistoso contra a Croácia
Em coletiva em Orlando, o zagueiro Ibañez deixou claro que já assimilou o espírito da Seleção Brasileira e quer ver essas características em campo no amistoso contra a Croácia. O jogador, atualmente no Al Ahli da Arábia Saudita, falou da responsabilidade e da felicidade de vestir a Amarelinha, além de manifestar disponibilidade para atuar como lateral direito se necessário.
Mensagem central: alegria, ousadia e intensidade
Ibañez destacou elementos que considera essenciais à Seleção: "A gente tem que entrar em campo com essa alegria, com essa ousadia, com essa intensidade." A afirmação funciona como um lembrete ao grupo sobre a expectativa de padrão de jogo, mesmo em partidas preparatórias.
Versatilidade tática: experiência como lateral direito
O defensor contou que conversou com Carlo Ancelotti sobre a possibilidade de jogar pela direita e explicou sua trajetória nessa posição: passou por testes no tempo de Roma, repetiu a função no Al Ahli e já foi testado por Tite em convocações anteriores. "Tenho alguma experiência ali", disse, sinalizando que é uma alternativa viável para a comissão técnica.
O que ele promete em campo
Ibañez definiu o próprio papel com clareza: não será um lateral que sobe constantemente. "Vou ser aquele lateral mais conservador. Eu não vou ser aquele lateral que vai chegar lá na frente, vai cruzar, vai dar assistência a todo jogo. Eu vou fornecer a defensiva para o ponta ter a liberdade de atacar." A proposta é priorizar equilíbrio defensivo e permitir maior liberdade ofensiva às pontas.

Análise: por que essa opção interessa à Seleção
A opção por um lateral conservador como Ibañez, se confirmada, é uma leitura tática coerente contra rivais de alta qualidade técnica como a Croácia. Em vez de ampliar imediatamente a amplitude ofensiva, o time ganha solidez no sistema defensivo e proteção adicional às linhas de meio-campo e ataque. Para um técnico que busca segurança em amistosos de preparação, isso reduz riscos e testa variações sem comprometer a estrutura.
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Impacto na dinâmica do time
Colocar Ibañez na direita tende a deslocar o perfil ofensivo para os extremos e exige laterais mais ofensivos ao lado do sistema, ou reforço das coberturas pelos volantes. A vantagem imediata é menos espaço atrás dos laterais; a desvantagem é menor contribuição ofensiva pela faixa direita — um trade-off que reflete prioridades diferentes: controle defensivo versus amplitude ofensiva.
O que vem a seguir
A decisão final da comissão técnica sobre a escalação deve sair às vésperas do amistoso. Independentemente do posicionamento, a mensagem de Ibañez é a mesma: responsabilidade, alegria e entrega ao vestir a camisa da Seleção. Para o torcedor, a presença do defensor traz a promessa de uma Seleção preocupada em consolidar identidade e testar soluções defensivas sem perder a essência ofensiva que consagra a Amarelinha.
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