
John Textor afirma que Danilo e Montoro não sairão nesta janela e a Justiça do RJ proibiu vendas de ativos do Botafogo; para apostadores, isso reduz a probabilidade de transferências imediatas — evite mercados ligados às saídas e prefira apostas que beneficiem um Botafogo com elenco mais forte, impactando cotações e over/under em jogos futuros.
Textor nega vendas e critica vazamentos sobre Danilo e Montoro
Em entrevista, o proprietário da SAF do Botafogo criticou o vazamento de informações que ligavam Danilo e Montoro a negociações com o Nottingham Forest. Textor afirmou ter recebido propostas, mas garantiu que não assinará contratos que permitam a saída dos principais jogadores nesta janela de transferências. "A ideia de que deixaríamos esses jogadores saírem durante esta janela é absolutamente falsa", declarou.

Promessa de manutenção do elenco nesta janela
O dirigente afirmou que pretende manter os atletas no clube durante o período de transferências e que qualquer decisão futura dependerá do desenvolvimento dos jogadores, da grande pausa e da Copa do Mundo. Segundo Textor, a intenção é avaliar propostas que permitam ao jogador seguir atuando pelo clube, como ocorreu em operações anteriores no mercado.
Propostas com empréstimo de retorno
Textor explicou que algumas ofertas envolviam compra com empréstimo imediato de volta ao Botafogo, e que seu interesse é entender por quanto tempo esses compromissos poderiam manter os atletas no clube. Sobre Montoro, mencionou a intenção de preservar uma parte significativa dos direitos do jogador em eventual negociação.
Aspecto financeiro: valores e impacto na operação
Fontes indicaram números da operação que chamaram atenção pelo baixo retorno líquido. A soma das vendas apontadas chegava a 33 milhões de euros — 19 milhões por Danilo e 14 milhões por Montoro —, mas o ganho líquido estimado seria de cerca de 13 milhões de euros, devido a dívidas ainda pendentes, incluindo um débito de 20 milhões de euros ligado à compra anterior de Danilo.
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Justiça do RJ impede vendas e aumenta tensão institucional
A Justiça do Rio de Janeiro determinou a proibição da venda de jogadores e outros ativos do clube após ação do Botafogo associativo que exige transparência na gestão financeira da SAF. O magistrado apontou descumprimento de ordens anteriores e estabeleceu que a SAF não pode negociar ativos sem avisar o Judiciário ou o Botafogo social. Foi dado um prazo de 48 horas para que John Textor se manifeste nos autos.
Racha interno e negociação frustrada
As negociações avançadas com o Nottingham Forest teriam aprofundado um racha entre a direção da SAF e o departamento de futebol. O objetivo declarado era reduzir uma dívida antiga e concluir o negócio antes do fechamento da janela europeia, mas as condições financeiras e a decisão judicial travaram o processo.
O que vem a seguir
Com a ação judicial e as garantias públicas de Textor sobre a permanência dos atletas, a tendência imediata é de estabilidade no elenco até que haja definição formal nos autos. A resposta oficial de Textor ao prazo judicial será um ponto-chave para os próximos desdobramentos e poderá alterar a estratégia do clube no mercado.
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