
Internacional foi derrotado por 3 a 1 pelo RB Bragantino; técnico Paulo Pezzolano assumiu a responsabilidade pela atuação abaixo do esperado, apontou a ausência de Bernabei e defendeu a opção por Alan Patrick — resultado deixa o Colorado em 14º no Brasileirão e intensifica a necessidade de ajustes antes do reencontro com o Cruzeiro no Beira‑Rio.
Derrota clara e autocritica de Pezzolano
Internacional perdeu por 3 a 1 para o RB Bragantino, partida em que o rival foi superior durante a maior parte dos 90 minutos. Paulo Pezzolano assumiu a responsabilidade pelo revés, classificando o desempenho do time como “abaixo do esperado” e reconhecendo que o placar refletiu fielmente o que ocorreu em campo.
Como o jogo se desenrolou
RB Bragantino controlou as principais fases do jogo, explorando espaços e punindo erros defensivos do Internacional. No segundo tempo houve um pênalti favorável ao Bragantino e o terceiro gol consolidou a superioridade visitante. A equipe colorada não conseguiu impor seu ritmo nem criar consistência ofensiva.

Ausência de Bernabei e mudança tática
Bernabei ficou fora por suspensão automática, e a alteração forçada mexeu na estrutura tática do time. Pezzolano escalou Alan Patrick como titular, escolha que mudou funções e equilíbrio no meio-campo. A troca entre jogadores com características distintas reduziu a coerência coletiva diante de um adversário bem postado.
A opção por Alan Patrick — mérito e consequência
Pezzolano defendeu a escalação de Alan Patrick, destacando sua dedicação nos treinos e liderança dentro e fora de campo. Analiticamente, a escolha buscou criatividade e controle do jogo, mas expôs vulnerabilidades defensivas e deixou o time menos apto a cobrir determinados fluxos laterais explorados pelo Bragantino.
Impacto na campanha do Brasileirão
Com o resultado, o Internacional estaciona na 14ª posição do Brasileirão, com 21 pontos. A combinação de rendimento instável e distância para a zona de classificação — ou mesmo para os primeiros colocados — torna urgente uma reação consistente nas próximas partidas.
O que muda na preparação e o que vem a seguir
O elenco entra em período de férias e retorna aos treinos em 21 de junho, com foco no confronto contra o Cruzeiro, no Beira‑Rio. Esse intervalo será decisivo para ajustes táticos, recuperação física e avaliação de alternativas de escalação. Do ponto de vista conjuntural, a comissão técnica precisa solucionar a falta de compactação e as falhas nos blocos defensivos.
Análise: por que a derrota importa
A derrota expõe dois problemas claros: dependência de soluções individuais e fragilidade ao reajustar a equipe sem peças-chave. Em um campeonato de pontos corridos, a regularidade é o ativo mais valioso; perder partidas em que o adversário domina pressiona a direção técnica e limita a margem de erro. A prontidão para adaptar o sistema sem perder solidariedade defensiva será o teste imediato de Pezzolano.
O que observar nas próximas partidas
Fique atento à recomposição das laterais, à função real de Alan Patrick quando voltar ao time e à capacidade do Internacional em recuperar intensidade coletiva. O duelo no Beira‑Rio contra o Cruzeiro será o primeiro termômetro do ajuste proposto — e uma oportunidade para transformar autocrítica em resposta prática.
Terra

-qxw3u4bh6mw2-1781354742.jpg?w=150&q=70&fit=cover)