
Neymar voltou ao campo com a seleção nesta terça-feira, 16, mas seguiu em trabalho físico separado e sem bola por causa de uma lesão grau 2 na panturrilha direita; participação contra o Haiti é improvável, a meta é tê‑lo ao menos no banco contra a Escócia, e a comissão técnica avalia preservá‑lo para as fases eliminatórias.
Neymar retorna ao gramado, mas permanece em recuperação
Neymar apareceu no Columbia Park, em Morristown, calçando tênis e realizando exercícios físicos junto à equipe de preparadores. Foi a primeira vez que treinou em campo desde que se apresentou à seleção para a Copa do Mundo, mas não houve trabalho com bola nem atividades táticas.
Um exame de imagem realizado na segunda, 15, mostrou evolução na lesão grau 2 na panturrilha direita, mas o ritmo de recuperação ainda é inicial. Por isso, a presença do camisa 10 na partida contra o Haiti, sexta-feira 19, é considerada improvável.
Objetivo de curto prazo: banco na última rodada de grupos
A expectativa da comissão técnica é que Neymar esteja apto, ao menos, a figurar entre os relacionados e ocupar o banco contra a Escócia, em 24 de junho, o último duelo da fase de grupos. Mesmo assim, não está descartada a opção por poupá‑lo inteiramente e deixá‑lo pronto apenas para os 16 avos de final, caso a preservação ofereça maior garantia de desempenho nas fases decisivas.

O que muda para Carlo Ancelotti e a seleção
A ausência de trabalho tático conjunto entre Neymar e Carlo Ancelotti é um fator a considerar: trata‑se da primeira convocação dele com este treinador, portanto a sincronização de movimentos e rotinas ofensivas ainda não foi testada em treinos formais. Ancelotti terá de calibrar esquema e opções ofensivas sem depender do camisa 10 até ter certeza do condicionamento físico.
Para o time, manter Neymar no processo de transição — mesmo em atividades separadas — tem valor psicológico e estratégico. Ter o astro disponível no banco pode influenciar adversários e elevar a confiança do grupo, mas forçar sua entrada prematura traria risco médico e tático.
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Contexto da lesão e calendário
A contusão ocorreu no jogo do Santos contra o Coritiba, há um mês. Desde então, Neymar passou por três exames de imagem que monitoraram a evolução da panturrilha direita. A metodologia adotada pela comissão técnica reflete prudência diante da importância do jogador para o projeto de Copa do Mundo.
A seleção está hospedada em Basking Ridge, e o treino desta terça foi fechado — permitido pela Fifa entre jogos do Mundial. Familiares acompanharam a atividade no Columbia Park, reforçando um ambiente de apoio enquanto o processo de reabilitação avança.
Análise: risco vs. recompensa
Manter Neymar em uma recuperação controlada é a decisão com maior probabilidade de benefício coletivo. O atacante acrescenta criação e qualidade na finalização, mas seu retorno prematuro poderia comprometer eficiência em fases eliminatórias, quando o desempenho individual pesa mais.
Se a comissão optar por preservar o camisa 10 até o mata‑mata, isso sinalizaria uma postura conservadora e orientada a maximizar chances no longo prazo. Se, ao contrário, for usado antes de plena recuperação, o Brasil poderá ganhar em curto prazo, mas assumir risco de perda ainda maior caso a lesão se agrave.
Próximos passos
A evolução clínica e novos exames nos próximos dias definirão se Neymar será liberado para participar das viagens, relacionamentos e eventual aquecimento para o confronto com a Escócia. Até lá, a seleção terá de balancear alternativas ofensivas e preparar um plano tático que não dependa exclusivamente do seu retorno imediato.
Estadao Br



