
Argentina brilhou em Kansas City com um hat-trick de Lionel Messi na estreia da Copa do Mundo 2026, mas o balanço sul-americano foi preocupante: apenas 44% de aproveitamento na primeira rodada, com tropeços de Brasil, Uruguai, Paraguai e Equador que deixam o continente sob alerta.
Sul-americanos têm início decepcionante na Copa do Mundo 2026
Argentina e Colômbia salvaram a primeira rodada, mas o panorama geral é ruim: seis seleções sul-americanas somaram duas vitórias, dois empates e duas derrotas, rendimento de 44%. Enquanto Messi reafirma sua influência, os demais tradicionais do continente mostraram fragilidades que podem pesar em um Mundial tão curto em margens de erro.
Resultados principais
Argentina 3 x 0 Argélia — Kansas City Lionel Messi fez os três gols e comandou uma estreia limpa. A atuação trouxe alívio tático e mostrou que a seleção argentina tem soluções ofensivas claras quando Messi está em forma.
Colômbia 2 x 1 Uzbequistão — Cidade do México
Vitória sólida para a Colômbia, que demonstrou organização ofensiva e controle emocional diante de um estreante. Resultado que dá confiança e valida ajustes na preparação.
Brasil 1 x 1 Marrocos — empate que preocupa
Marrocos impôs pressão inicial e dominou momentos importantes; o Brasil saiu com um empate que parece pouco diante das expectativas. O lateral Danilo admitiu desconforto com a pressão adversária nos primeiros 15 minutos.
Uruguai 1 x 1 Arábia Saudita — rendimento aquém do esperado
O Uruguai foi superior em várias fases, mas não conseguiu converter domínio em vitória. Marcelo Bielsa deixou clara a insatisfação com a falta de intensidade e dinamismo no jogo.
Equador 0 x 1 Costa do Marfim — derrota nos acréscimos
O Equador perdeu por um gol no final e o treinador lamentou decisões de arbitragem que mudaram o desfecho. Um revés duro que expõe a rigidez do calendário: erros são caros.
Paraguai 1 x 4 Estados Unidos — goleada que chama atenção
O Paraguai foi amplamente superado pelos anfitriões, que fizeram um jogo vistoso e eficiente. A diferença tática e física ficou evidente, e o técnico reconheceu necessidade de ajustes imediatos.
O que esses resultados significam
A leitura rápida é direta: confiança individual (Messi) não basta para sustentar o continente. Falhas coletivas — seja no controle de jogo, na transição ou na leitura tática — colocam em risco campanhas que exigem correções rápidas. A ausência de vitórias de equipes tradicionais num mesmo dia revela que o futebol sul-americano enfrenta adversários mais preparados e menos previsíveis.

Implicações para treinadores e seleções
Treinadores terão de priorizar correções pragmáticas: compactação defensiva, velocidade na recomposição e alternativas ofensivas sem depender exclusivamente de estrelas. Para seleções como Brasil e Uruguai, o desafio é transformar posse e qualidade técnica em controle territorial e finalizações de perigo. Para equipes que perderam, o foco será recuperar confiança e ajustar mentalidade.
Comparação histórica
O desempenho de 2026 (44%) é claramente inferior ao de 2022 (58,3%) e muito longe do melhor começo do século, em 2006 (75%). Fica à frente apenas de 2018 (33,3%). Esses números mostram que o prestígio continental não garante resultados automáticos: ciclos, projetos de base e modernização tática contam mais a cada edição.
Próximos passos
As seleções sul-americanas têm duas partidas de fase de grupos pela frente para redefinir trajetórias. A resposta precisa ser rápida e objetiva: ajustes táticos, mudanças de elenco quando necessário e maior intensidade nas marcações. Enquanto Messi carrega a Argentina, o restante do continente precisa provar em campo que ainda é competitivamente dominante — e rapidamente.
Estadao Br



